ELVIRA VIGNA - NOVIDADES: PEDAÇOS TRADUZIDOS
(traduções e versões, incluindo legendas, feitas por mim através da estado da arte)
 


















14 -  13/08/08
"O grande enfoque é no monstro real, esse que está aqui, virando a esquina."
(autor e editor Richard Diegues para o Aguarrás-TV)  



























13 - 11/07/08
"Limites vêm em dois sabores: de comportamento e de recursos. Limites de comportamento representam obstáculos em relação a um comportamento desejado: alguém tem um problema com alguma coisa, tipicamente com o status quo (por exemplo, apesar de muitos pais preferirem não ter de interagir com uma fralda suja, eles interagem). Limites de recursos representam fronteiras diárias na vida de quem resolve problemas: tempo, dinheiro, conhecimento. Uma outra maneira de pensar sobre limites é essa: limites de comportamento é o que acontece com os outros (por exemplo, um cliente), e limites de recursos é o que acontece com você, se for você quem resolve problemas, inova, quem tem que descobrir como fazer as coisas."
(Andrew Razeghi em O enigma, para a Ediouro)
























12 - 18/09/07
"Na Costa do Marfim a cerâmica é uma coisa profundamente masculina. As mulheres lá não fazem cerâmica. E eles fazem máscaras, não têm a ousadia de romper a tradição."
(ceramista Evelyn Kligerman para o Aguarrás-TV)


























11 - 03/09/07
"O Comitê deseja enfatizar que não há evidência de conspiração em larga escala.
Temos a esperança de que isso ponha fim às especulações irresponsáveis e tendenciosas da imprensa."
(The parallax vue, de Alan Pakula, para a Drei Marc)






 10 - 25/07/07
"Chora capoeira / Chora capoeira / Mestre Bimba foi embora / Mas deixou jogo bonito / Deve estar jogando agora / Numa roda no infinito"
(Mestre Parafuso, para o  Aguarrás-TV)






























09  - 19/07/07
"Não pago sua faculdade para você ser meiguinho. Quero boas histórias em troca do meu dinheiro. Faça um ménage a três, trepe com a professora, faça alguma coisa."
(Adam and Eve, de Jeff Kanew, para a Drei Marc)












08 - 15/06/07
"Como é fazer arte e administrar arte ao mesmo tempo? É difícil responder. Acho que é porque carrego dentro de mim um compromisso com o meu fazer."
(coreógrafo, bailarino e diretor de balé Roberto Lima para o  Aguarrás-TV)   































 07 - 07/03/07
"A transposição de textos para cinema exige alguma adaptação. O problema maior aí eu acho que é a trajetória contrária: é dos escritores, por quererem ser adaptados, começarem a escrever com características de roteiro."
(escritor Marcelo Moutinho para o Aguarrás-TV)



























 06 - 03/05/07
"Agora eu vou fazer um próximo filme, e já não estou mais muito interessado naquilo que eu sei, e sim no que eu não sei.
Eu gosto de não entender."
(cineasta Jorde Durán para o Aguarrás-TV)



vídeo com classificação "top favorite" do Youtube em 13/05/07.

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 05 - 01/05/07
"Um ator, um microfone e o público. E a intenção de fazer rir."
(ator André Silveira para o Aguarrás-TV)





























04 - 03/04/07
"Esther Ferrer faz o caminho ao andar.
Se hace camino al andar, no espanhol que é sua língua nativa.
Este é o nome de uma de suas mais famosas performances.
E quer dizer duas coisas.
Que ela mesmo faz seu destino, passo a passo.
E que a rua ou estrada, de pedra ou asfalto, por onde anda, é feita por ela.
Conhecemos o lugar.
É em Alicante ou Belfast.
Ou aqui, no centro histórico do Rio de Janeiro, em 03 de abril de 2007.
Conhecemos o lugar?
Nosso conhecimento sobre as coisas se baseia na memória.
E em um fluxo constante de novas percepções e contextos.
Sem parar, sem que pairamos para notar isso.
Nós, brasileiros, andamos por essas ruas todos os dias.
Esther Ferrer faz com que paremos.
Ela saiu do Museu de Belas Artes.
É um prédio construído em 1908, pelo também espanhol Moralles de los Rios.
Depois, ela foi para as escadarias do Teatro Municipal.
É uma construção de 1905, de autoria do filho do então prefeito Oliveira Passos.
E foi feita sobre uma outra construção, em madeira, de 1600.
De lá, Esther Ferrer foi para a Assembléia Legislativa.
Chamava-se Cadeia Velha e datava do século XVII.
Demolida, passou a se chamar Palácio Tiradentes.
Isso em 1922.
É muita história, muito antiga.
E é sobre ela que Esther Ferrer põe seus frágeis e duravéis passos.
Quanto mais carregado de história é o lugar, mais eficaz é a intervenção da artista.
Conhecemos o lugar.
Mas vê-lo com a marca, tão frágil quanto os passos que a geraram, torna-o novo.
É uma marca feita com fita colante.
Não sobrevive à próxima chuva, à próxima leva de carros.
Ou aos passos da multidão de todos os dias.
Mas, por ter existido, obriga o indivíduo a dialogar com seu ambiente.
Quem assistiu à performance não poderá passar por aquelas ruas da mesma maneira.
As ruas terão impregnadas nas suas pedras uma passagem específica.
E, por ilação, pensaremos, ao andar, sobre a nossa passagem.
O destino, não mais automático, será construído passo a passo.
E pensaremos também sobre as outras passagens, as antigas, as que vêm desde 1600.
Eis a mudança.
Entre a estratificação e a potencialidade, não teremos escolha.
Passamos irremediavelmente para a potencialidade.
E, ao fazer isso, conseguimos, por um momento, viver um espaço-tempo.
Paramos, por um momento, de interpretar.
Paramos de nos contar coisas a respeito daquelas ruas, experiências pessoais ou históricas.
E passamos a contar coisas com as ruas e através delas. Não mais a respeito delas.
Ficar alheio ou ausente não é mais uma opção."
(texto meu em locução do vídeo da performer Esther Ferrer para o Aguarrás-TV).

Ao fazer este texto me lembrei de um poema de Elizabeth Bishop, essa nossa outra visitante.
Chama-se The Monument e acaba assim:
(...)
It is an artifact
of wood. Wood holds together better
than sea or cloud or and could by itself,
much better than real sea or sand or cloud.
It chose that way to grow and not to move.
The monument's an object, yet those decorations,
carelessly nailed, looking like nothing at all,
give it away as having life, and wishing;
wanting to be a monument, to cherish something.
The crudest scroll-work says "commemorate,"
while once each day the light goes around it
like a prowling animal,
or the rain falls on it, or the wind blows into it.
It may be solid, may be hollow.
The bones of the artist-prince may be inside
or far away on even drier soil.
But roughly but adequately it can shelter
what is within (which after all
cannot have been intended to be seen).
It is the beginning of a painting,
a piece of sculpture, or poem, or monument,
and all of wood. Watch it closely.

ERRATA
Tiago Salles nos corrige: “a Esther não passou pela Assembléia Legislativa e sim pela Câmara Municipal do Rio (Palácio Pedro Ernesto, apelidado de gaiola de ouro devido ao superfaturamento da obra iniciada em 1920).”
Obrigada, Tiago!














03 - 25/03/07
"É sempre motivo de grande surpresa, para nossas autoridades, descobrir que as aulas de instrumentos musicais são individuais, para um único aluno."
(pianista Eduardo Monteiro em entrevista para o Aguarrás-TV)



































02 - 15/03/07
"Não é só mais uma questão de pintar bem. É como na pintura tradicional, quando depois do realismo, depois de dominada esta técnica, nasceu então a pintura moderna."
(grafiteiro SAN em entrevista para o Aguarrás-TV)


vídeo com classificação "top rated" do Youtube em 23/03/07.

























01 - 04/03/07
"São personagens muito embrutecidos. São personagens que não têm muito tempo para parar e divagar sobre nada."
(escritora Ana Paula Maia em entrevista  para o Aguarrás-TV)

vídeo com classificação "top rated" do Youtube em 09/03/07.














 













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